Após novas sanções, aiatolá pede união de políticos no Irã

©AFP / Atta Kenare

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, pediu ontem aos políticos da República Islâmica que parem de se digladiar pela atual crise econômica e afirmou que as dificuldades são superáveis.

O apelo, que coincidiu com a adoção de novas sanções americanas contra Teerã, evidencia o racha na cúpula do regime nove meses antes da eleição presidencial que apontará o sucessor de Mahmoud Ahmadinejad à frente do governo iraniano.

“As autoridades do país deveriam conhecer e assumir suas responsabilidades e não culpar uns aos outros”, disse o líder durante discurso numa cidade a nordeste do Irã.

“Deveriam estar unidas e ter empatia mútua”, afirmou o líder. Ele disse que as “ilógicas e bárbaras sanções ocidentais” são parte de uma “guerra contra a nação.”

Ao culpar inimigos externos, Khamenei parece querer apaziguar a queda de braço entre Ahmadinejad, seu ex-protegido e hoje desafeto, e grupos ultraconservadores que acusam o presidente de ter esvaziado os cofres públicos com programas sociais populistas.

AHMADINEJAD

Isolado e impedido por lei de se candidatar a um terceiro mandato consecutivo, Ahmadinejad convocou a imprensa na semana passada para se defender das críticas.

Ele disse que a crise é fruto tanto das sanções ocidentais como da especulação orquestrada por rivais para minar a ação presidencial e voltou a defender um acordo nuclear com as potências para aliviar as sanções ao país –ideia rejeitada por Khamenei.

Analistas concordam em que o cenário de crise cambial, inflação, desemprego e recessão reflete a queda na entrada de divisas estrangeiras no Irã em virtude das punições adotadas este ano pelo Ocidente.

As medidas incluem um embargo petroleiro europeu e a exclusão dos bancos iranianos, inclusive o Banco Central, do sistema financeiro global.

EUA

O presidente dos EUA, Barack Obama, sancionou ontem medidas adotadas em agosto pelo Congresso americano para deixar a economia iraniana ainda mais isolada.

Mas dois dados recentes foram apresentada pela mídia oficial iraniana como prova da capacidade do país em resistir às sanções: a nova alta das exportações de petróleo após o pico negativo de julho; e a previsão do FMI de que a economia do Irã voltará a crescer em 2013.

Com informações Folha.com

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