Dilma defende parceria com árabes e volta a criticar protecionismo

Foto: Jornaldachapada.com.br

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira as parcerias com países sul-americanos e árabes como forma de reagir à crise financeira e se defender contra o protecionismo dos países desenvolvidos, a quem voltou a criticar.

Em discurso na cúpula de chefes de Estado em Lima, no Peru, Dilma disse que as medidas tomadas pelas potências atingem as economias em desenvolvimento.

“Os efeitos da crise econômica se propagam. Um protecionismo disfarçado se impõe (…) precisamos desenvolver nossa cooperação com bases solidárias.”, disse. Como resposta às medidas protecionistas, Dilma disse que a solução é a parceria entre sul-americanos e árabes, que aumentou nos últimos anos e envolveu US$ 27,5 bilhões em 2011.

“Não podemos nos conformar com o papel de meros exportadores de commodities, em um mundo cada vez mais interdependente.”

Ela também acusou os países desenvolvidos de “exportar a crise para o mundo” e os condenou por adotar medidas de austeridade na tentativa de conter os impactos e pagar as dívidas.

Para a presidente, essas medidas não são a solução para o que chamou de “desemprego galopante”, que afeta principalmente os países da zona do euro.

ONU

O teor do discurso é similar ao feito durante a Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), na semana passada. “A opção por políticas fiscais ortodoxas vem agravando as economias desenvolvidas, com reflexos nas economias emergentes, inclusive o Brasil”, afirmou.

 

A crítica de Dilma se concentrou num dos efeitos “colaterais” das políticas econômicas: a valorização das moedas das economias emergentes, o que desequilibra suas respectivas balanças comerciais.

Em reação, alguns emergentes, a exemplo do Brasil, elevaram suas barreiras comerciais, tornando as importações mais caras.

“Não podemos aceitar que iniciativas legítimas de defesa comercial por parte dos países em desenvolvimento sejam consideradas [como] protecionismo”, disse a presidente.

Desde 2008, os governos dos EUA e dos países europeus têm emitido quantidades maciças de dinheiro para estimular as respectivas economias.

Ao mesmo tempo, principalmente no Velho Continente, os governos têm cortado gastos públicos, salários e aposentadorias, e aumentado os impostos, de modo a combater os rombos nas contas públicos agravados pela crise econômica.

Com informações da Folha.com

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