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Bispo Macedo afirma que “todos que são batizados com o Espírito Santo falam em línguas”; Colunista rebate: “Errado”. Leia na íntegra

Extraído do blog falecomricardotorres.blogspot.com

O  colunista Daniel Simoncelos publicou um artigo a respeito dos dons do Espírito Santo e comentou uma publicação do bispo Edir Macedo a respeito do tema.

Em seu artigo “Todos que são ‘batizados’ com o Espírito Santo falam em línguas?”, Simoncelos rebate a tese do líder da Igreja Universal do Reino de Deus de que todas as pessoas que são batizadas pelo Espírito recebem o dom de línguas.

A afirmação de Macedo está no livro “O Espírito Santo”, publicado pelo líder da IURD, e com um trecho republicado pelo site Arca Universal: “Todos os que são batizados com o Espírito Santo falam línguas estranhas […] Realmente, todos os que foram batizados no Espírito Santo tiveram a evidência do falar em outras línguas e, como consequência, não só manifestaram-se como verdadeiros instrumentos nas mãos de Deus, mas também deram testemunhos de que traziam dentro em si a própria ressurreição do Senhor Jesus, vivendo em novidade de vida”.

Daniel Simoncelos observa que esse é um erro de interpretação comum no meio evangélico: “Errado. Percebo que muitas igrejas caem no erro de pensar que o Batismo com o Espírito Santo tem como sinal o falar em línguas, porém isto não é verdade”, pontua o colunista, que cita as passagens bíblicas de 1 Coríntios 12:4 e 12:30-31 como refutação à essa ideia.

-A questão é, que o dom de línguas é o menor dos dons, e o que mais “aparece” em um primeiro momento. Era difícil descobrir em um novo convertido se ele tinha o dom de serviço, de contribuição, de misericórdia, dom de profecia ou de curar. O primeiro dom que “apareceu” de forma que todos puderam ver na descida do Espírito Santo foi o dom de línguas, porém muitos outros dons foram dados a muitos daqueles homens, diversos dons. Dizer que Deus está limitado a dar o dom de línguas a todos os homens quando “batizados” com o Espírito Santo, é no mínimo não compreender a obra de Deus e nem a diversidade de sua igreja – contextualiza Simoncelos.

Para o colunista, essa confusão causa distorções a respeito do assunto: “Infelizmente, muitos passam uma vida inteira preocupados em por quê não recebem o dom de línguas, e são tidos como pessoas que não foram batizados com o Espírito Santo. Por isto em muitas igrejas, existe uma certa meninice onde muitos ‘aprendem’ a falar em línguas. E costumam repetir uma mesma frase, ou uma mesma palavra”.

Leia a íntegra do artigo “Todos que são ‘batizados’ com o Espírito Santo falam em línguas?”, de Daniel Simoncelos acessando este link.

Confira abaixo a íntegra do artigo “As línguas estranhas como sinal do batismo” do bispo Edir Macedo:

Todos os que são batizados com o Espírito Santo falam línguas estranhas. Entretanto, nem todos os que falam línguas estranhas são batizados no Espírito Santo. É muito difícil para alguém que pensa ser batizado no Espírito Santo e fala em línguas estranhas aceitar esta verdade, mas os frutos da sua própria vida são testemunhos do engano em que vive.

Realmente, todos os que foram batizados no Espírito Santo tiveram a evidência do falar em outras línguas e, como consequência, não só manifestaram-se como verdadeiros instrumentos nas mãos de Deus, mas também deram testemunhos de que traziam dentro em si a própria ressurreição do Senhor Jesus, vivendo em novidade de vida.

Portanto, aqueles que falam em línguas estranhas e não produzem os frutos do próprio Espírito Santo, não somente estão enganando os outros, como a si mesmos. Pelos espíritos imundos que habitam neles e que também sabem falar em línguas estranhas, tentam imitar o Espírito de Deus.

Como alguém pode saber se as suas línguas estranhas são de Deus ou do diabo? Já dissemos que pelos frutos nós sabemos se a árvore é boa ou má. Se, após a evidência de línguas estranhas, a pessoa constata dentro de si mesma mudanças completas, tais como: os pensamentos em relação às pessoas são os melhores, não havendo mais maldades, ciúmes doentios, desconfianças excessivas; no linguajar, palavras de amor em vez de palavrões; no coração, desejo de estar em comunhão com os irmãos da fé e, sobretudo, com Deus, através de orações e jejuns, e sempre procura desviar os pés do caminho do mal; enfim, manifestar um caráter de verdadeiro cristão, independente daqueles que estão ao seu redor, estes são frutos do Espírito Santo.

Além de não sentir na própria carne os sintomas de outrora, tais como: insônia, medo, nervosismo, vontade de suicídio, tonteiras, desmaios e vícios, irá sentir-se em paz consigo mesma e, acima de tudo, com Deus, perdoando aqueles que um dia a ofenderam, somado ao grande desejo de salvar almas para o Reino de Deus.

Neste caso, está evidente que houve uma transformação radical no seu interior e, consequentemente, o batismo com o Espírito Santo é uma realidade. Se, no entanto, nada disso aconteceu, está claro que as línguas estranhas não provêm de Deus.

No livro de Atos dos Apóstolos, encontramos a evidência de línguas estranhas após o derramamento do Espírito Santo, como por exemplo no dia de Pentecostes (Atos 2.3,6), na casa de Cornélio:

“Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. (…) pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus…. Atos 10.44,46

E Paulo em Éfeso: “E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam.” (Atos19.6).

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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